segunda-feira, 25 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Modelismo em Sto.Antonico


Vamos comemorar este tempo frio junto do fogareiro e em cima deste vamos colocar umas febras e umas castanhas !!

Aproveitamos também o pessoal a andar na pista e vamos "testar" o novo programa de contagem de voltas o RCM Timing.

Vamos fazer uma prova com mangas, sub-finais e final tal como numa prova normal e para os que não quiserem entrar em competição teremos pista aberta nos intervalos desta prova.

Prémios surpresa para o 1º, 2º, 3º e TQ !!

Inscrição para a prova = GRÁTIS


Febras e castanhas = "5 rodas"

Inicio previsto ás 9:30

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A invulgar leveza da esgrima em Évora


Nos tempos que correm as actividades de lazer são cada vez mais procuradas, tendo em vista alcançar o bem-estar, o prazer e a satisfação individual. Pretende-se que as horas que sobejam de um desgastante dia de labor ou de uma intensa jornada de estudo sejam aproveitadas para aumentar a qualidade de vida, posta em causa durante a segunda metade do século pela redução substancial da actividade fisica, mediante as facilidades decorrentes do progresso tecnológico, as quais deram origem a vivências mais sedentárias, com graves repercussões na saúde das pessoas.

Entre os malefícios resultantes deste estilo de vida apontam-se o aparecimento de depressões, de comportamentos hostis e de estados de ansiedade, que afectam e perturbam o quotidiano das pessoas e, tantas vezes, são propiciadores de apetites desregrados e doentios, conduzindo à obesidade deformadora. Ao invés, no campo estético e em pleno império dos sentidos, a sociedade exerce uma pressão avassaladora ao valorizar ao exagero a imagem de um corpo esguio, magro, demasiado seco de carnes, discriminando os obesos e infligindo-lhes pesados danos de imagem e problemas de afirmação, resultantes de erros alimentares grosseiros não compensados pelo gasto de energias em tempo devido e oportuno.

O recurso à actividade física passa, pois, por ser um modo salutar de recuperar o equilíbrio psico-somático, contribuindo para libertar tensões acumuladas, descarregar emoções e frustrações ou devolver alguma auto-estima a quem esteja a precisar de um estímulo revigorante para se encarar ou avaliar no decurso do dia-a-dia. E se é normal que, entre os mais idosos, as preferências se inclinem para a ginástica de manutenção, para o ciclismo BTT ou para passeios pedestres, já os mais novos vêm optando por práticas desportivas não massificadas mas onde predominam a aventura e o risco, herdeiras dos antigos combates, agora enquadrados em regras que lhes atenuam a agressividade mas mantêm vivo o espírito de competição.

Encontra-se neste tipo de jogos a esgrima, cuja origem remonta a cerca de três mil anos atrás. A Bíblia e algumas pinturas egípcias e romanas referem-na como um modo de combate com os oponentes a fazerem uso das espadas. Primitivamente não sujeita a normas de execução, os Romanas incentivaram a sua prática, dotaram-na de algumas regras e fizeram dela uma arte marcial apreciada.
O auge da sua utilização como instrumento bélico conheceu-o porém durante a Idade Média. Alemães e Italianos eram os grandes mestres no seu manuseio. Com eles se desenvolveram as técnicas de combate corpo-a-corpo, com e sem armadura, empunhando adaga, espada de uma mão, espada longa, lanças e alabardas. A partir de finais do século XVI as lutas e os combates com espada começaram a perder impacto. A esgrima renasceu depois como desporto, sendo uma das quatro modalidades pioneiras dos Jogos Olímpicos, cuja primeira edição se realizou em 1896, apresentando-se apenas nas variantes de florete e sabre, e só quatro anos depois apareceu a espada. Para o sucesso da sua prática muito concorreram aspectos como a leveza de movimentos, a destreza no jogo de cintura, a flexibilidade corporal, o desenvolvimento da capacidade de esquiva e a subtil fulgurância no ataque, a rapidez de reflexos, a elegância na postura e uma ética que obriga os adversários a cumprimentarem-se previamente.

Em Portugal a prática da esgrima, até 1974, era destinada às elites, mormente as militares. A inerente democratização desportiva trouxe até Évora o mestre João Silva Jeremias, natural de Redondo, profissional de esgrima com cursos de Educação Física e respectiva especialização, tirados na Alemanha e em França, para fazer a iniciação da modalidade no âmbito do desporto escolar. Foi celebrado um protocolo entre o Gabinete do Desporto Escolar, que se comprometeu a pagar aos técnicos; a Escola Secundária Gabriel Pereira, que cedeu umas antigas oficinas da Escola Secundária Gabriel Pereira para instalar a sala de armas; a Federação Portuguesa de Esgrima, que a apetrechou; e a Direcção Geral de Educação, que pagou as obras, e deu-se início ao Centro de Formação de Esgrima.

O técnico esteve também à frente do Centro de Esgrima da Universidade, tendo a Associação de Estudantes
conquistado com a modalidade o seu primeiro nacional universitário. Durante mais de uma década leccionou a cadeira de esgrima (neste caso artística) nos cursos de formação de actores do CENDREV. E numa demonstração da ecletismo da esgrima, tornou-se técnico do Lusitano Ginásio Clube, assumindo a vertente competitiva, sem descurar porém a formação.

Naquele clube, vai para 13 anos, organizou o respectivo núcleo desportivo e atletas por si treinados apresentam-se, competindo regularmente, nas provas de Infantis, Iniciados, Cadetes e Juniores, em masculinos e femininos. Individualmente e colectivamente o clube já conquistou vários títulos nacionais e torneios internacionais.

No seu conjunto há elementos que já representaram Portugal em 5 Campeonatos do Mundo, 4 Campeonatos da Europa e em 21 Taças do Mundo. Com as obras na Escola Gabriel Pereira a decorrerem, o número de praticantes é actualmente de pouco mais de duas dezenas. Mas o futuro é risonho: com a requalificação da escola, a esgrima vai passar a dispor de uma moderna sala de armas, junto ao ginásio, mas em espaço autónomo, que a Federação apetrechará com pista e armas de elevadíssima qualidade, visando a sua utilização em grandes provas internacionais. Isto permitirá também aumentar o número de praticantes, mesmo adultos e só com meros intuitos lúdicos. Afinal, João Jeremias já ultrapassou os 70 e continua mexer-se com uma ligeireza espantosa.

Fonte: Évora Mosaico
José Frota

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Orientação: Portugal "O" Meeting 2011 Armando Rodrigues finaliza cartografia de Portalegre

Muito esperado, não só a nível regional, mas também no quadro nacional e internacional, o Portugal "O" Meeting 2011 aproxima-se a passos largos. São esperados cerca de quatro mil participantes de todo o Mundo e a organização prepara-se afincadamente para dar resposta a um dos eventos mais importantes do panorama desportivo do próximo ano. Em Portalegre, um dos três Municípios envolvidos na organização, está neste momento Armando Rodrigues, um dos melhores cartógrafos do País e que, brevemente, terá finalizado todo o mapeamento da competição.

Como é do conhecimento geral, os Municípios de Alter do Chão, Crato e Portalegre vão ser palco, já no próximo ano, do evento mais importante de orientação pedestre organizado no nosso País.

Organizado pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, em parceria com as Câmaras Municipais de Portalegre, Crato, Alter do Chão e a Federação Portuguesa de Orientação, o Portugal "O" Meeting de 2011 será responsável pela vinda de milhares de atletas de vários pontos do mundo.

Bastante esperado, não só em termos desportivos, uma vez que conta para o ranking mundial, mas também no que respeita ao turismo, já que são esperadas enchentes brutais na hotelaria e restauração da região, o "O" Meeting de 2011 irá desenrolar-se em quatro etapas distintas.



A Coudelaria de Alter vai ter o privilégio de inaugurar o evento com uma prova de distância longa; o Couto da Arnela no Crato receberá os participantes na segunda etapa, que será de distância média; já a Herdade de Entre-Ribeiras fará as honras da casa no que a Portalegre diz respeito com a terceira e quarta etapas, respectivamente de distância, média e longa, sendo que a primeira terá a particularidade de ser pontuável para o Ranking Mundial da Federação Internacional.

O tempo passa depressa e o trabalho da organização excede os limites do imaginável. No entanto, e numa primeira instância, todo o desenrolar do "O" Meeting depende de um factor essencial: a cartografia. Um trabalho moroso, meticuloso e que exige bastante sensibilidade. Depois do mapeamento de Nisa, Castelo de Vide, Alter do Chão e Crato (que já acolheram o Norte Alentejano "O" Meeting", Armando Rodrigues, um dos melhores e mais experientes cartógrafos do País, está em Portalegre, onde espera terminar, até ao próximo dia 18, todo o processo de cartografia dos terrenos que irão acolher o Portugal "O" Meeting.

Feliz por participar de forma tão decisiva num evento que faz parte da "Liga dos Campeões da Orientação", Armando Rodrigues concedeu uma entrevista ao nosso jornal, na qual abordou não só a prova propriamente dita, mas também as temáticas da orientação e da cartografia.

Começando por explicar alguns conceitos básicos de cartografia, o responsável explicou que nem todos os terrenos reúnem características favoráveis à prática da orientação. É por isso necessário escolhê-los com sensibilidade, mas só depois de um parecer positivo por parte dos seus proprietários, que detêm a primeira palavra. Em seguida, e se o terreno revelar as condições necessárias, é feito um mapa base (através de fotografia aérea) e só depois entra a verdadeira sensibilidade do cartógrafo que, com os seus atributos e conhecimentos, sinaliza os pontos de referência mais importantes de forma a proporcionar aos orientistas uma experiência não só segura e acessível, mas também agradável.

Os mapas são então elaborados com vários pontos onde os orientistas registam a sua passagem. O mais rápido ganha. Parece simples, mas não é assim tão linear. Na verdade, os mapas são realizados com vários tipos de dificuldade e dirigidos a diferentes escalões etários, uma vez que é importante não esquecer que a orientação não se restringe à sua vertente competitiva. Não menos importante é o seu potencial lúdico, ambiental e turístico. De acordo com Armando Rodrigues, "são cada vez mais os participantes que, depois de experimentarem uma vez (individualmente ou em família) repetem apenas pelo prazer".

Falando do Portugal "O" Meeting de 2011, o responsável explicou que, depois de elaborada a cartografia de Alter do Chão e Crato, restava apenas Portalegre que, além de acolher a maior prova do evento, vai também ser palco de um "Sprint", ou seja, uma actividade de orientação (não pontuável) no Centro Histórico da cidade. Um momento alto, a não perder.

Portalegre junta-se assim a Nisa, Castelo de Vide, Crato e Alter do Chão no que respeita a concelhos cartografados no Norte Alentejano, um processo que, na opinião de Armando Rodrigues, representa uma grande mais-valia não só para os Municípios, mas também para as suas escolas, clubes e associações que ficam assim com todas as condições para organizar actividades relacionadas com a orientação.

Cartógrafo de nível 5, Armando Gonçalves Rodrigues não esconde o orgulho em assumir, mais uma vez, a grande responsabilidade de elaborar os mapas para uma prova deste calibre e em ter merecido, mais uma vez, a confiança da organização do "O" Meeting, que confia na sua sensibilidade para a realização de um trabalho decisivo para o sucesso da competição.

Um agradecimento especial

Na entrevista, Armando Rodrigues fez questão de agradecer a colaboração e dispo-nibilidade da direcção do Congress Hotel & Spa São Mamede, onde se encontra alo-jado gratuitamente, na sequência de uma parceria. Também em conversa com o nosso jornal, o director António Jorge explicou que, desde logo, se quis associar a um evento de referência a nível internacional, uma vez que, na sua opinião, esta colaboração "favorece ambas as partes", trazendo visibilidade e, conse-quentemente, turistas à cidade e ao Hotel.

Textos: André Relvas